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Livro O Cortiço

Atividades sobre o livro “O Cortiço”,de Aluízio de Azevedo.

Leia um trecho do romance O Cortiço, publicado em 1881, obra que introduziu o Naturalismo no Brasil. Compare aspectos da vida em uma favela do rio de Janeiro, no final do século XX, com a vida em um cortiço, também no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX.

 

       Amanhecera um domingo alegre no cortiço, um bom dia de abril. Muita luz e pouco calor.

       As tinas estavam abandonadas; os coradouros despidos. Tabuleiros e tabuleiros de roupa engomada saiam das casinhas, carregados na maior parte pelos filhos das próprias lavadeiras que se mostravam agora quase todas de fato limpas; os casaquinhos brancos avultavam por cima das saias de chita de cor. Desprezavam-se os grandes chapéus de palha e os aventais de aniagem; agora as portuguesas tinham na cabeça um lenço novo de ramagens vistosas e as brasileiras haviam penteado o cabelo e pregado nos cachos negros um ramalhete de dois vinténs; aquelas trancavam no ombro xales de lã vermelha, e estas de crochê, de um amarelo desbotado. Viam-se homens de corpo nu, jogando a placa, com grande algazarra. Um grupo de italianos, assentado debaixo de uma árvore, conversava ruidosamente, fumando cachimbo. Mulheres ensaboavam os filhos pequenos debaixo da bica, muito zangadas, a darem-lhes murros, a praguejar, e as crianças berravam de olhos fechados, esperneando. A casa da Machona estava num rebuliço, porque a família ia sair a passeio; a velha gritava, gritava Nenen, gritava o Agostinho. De muitas outras saiam cantos ou sons de instrumentos; ouviam-se harmônicas e ouviam-se guitarras, cuja discreta melodia era de vez em quando interrompida por um ronco forte de trombone.

  Os papagaios pareciam também mais alegres com o domingo e lançavam das gaiolas frases inteiras, entre gargalhadas e assobios. À porta de diversos cômodos, trabalhadores descansavam de calça limpa e camisa de meio lavada, assentados em cadeira, lendo e soletrando jornais ou livros; um declamava em voz alta versos de “Os Lusíadas:, com um empenho feroz, que o punha rouco. Transparecia neles o prazer da roupa mudada depois de uma semana no corpo. As casinhas fumegavam um cheiro bom de refogados de carne fresca fervendo ao fogo. Do sobrado do Miranda só as duas últimas janelas já estavam abertas e, pela escada que descia para o quintal, passava uma criada carregando baldes de águas servidas. Sentia-se naquela quietação de dia inútil a falta do resfolegar aflito das máquinas da vizinhança, com que todos estavam habituados. Para além do solitário capinzal do fundo a pedreira parecia dormir em paz o seu sono de pedra; mas, em compensação, o movimento era agora extraordinário à frente da estalagem e à entrada da venda. Muitas lavadeiras tinham ido para o portão, olhar quem passava; ao lado delas o Albino, vestido de branco, com o seu lenço engomado ao pescoço, entretinha-se a chupar balas de açúcar, que comprara ali mesmo ao tabuleiro de um baleiro freguês do cortiço.         

       Dentro da taverna, os martelos de vinho branco, os copos de cerveja nacional e os dois vinténs de parati ou laranjinha sucediam-se por cima do balcão, passando das mãos do Domingos e do Manuel para as mãos ávidas dos operários e dos trabalhadores, que os recebiam com estrondosas exclamações de pândega. A Isaura, que fora num pulo tomar o seu primeiro capilé, via-se tonta com os apalpões que lhe davam.Leonor não tinha um instante de sossego, saltando de um lado para outro, com uma agilidade de mono, a fugir dos punhos calosos dos cavouqueiros que, entre risadas, tentavam agarrá-la; e insistia na sua ameaça do costume: “que se queixava ao juiz de orfe”, mas não se ia embora, porque defronte da venda viera estacionar um homem que tocava cinco instrumentos ao mesmo tempo, com um acompanhamento desafinado de bombo, pratos e guizos.

                                                                                     AZEVEDO,Aluísio.OCortiço.36.ed.São Paulo,Ática,2000.p.445

 

 

 

     

 Responda:

1)  O texto é predominantemente descritivo ou narrativo? Justifique sua resposta.

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2)  A descrição da natureza é muito sintética, diferentemente do que ocorre em escritos românticos. No primeiro parágrafo, o narrador faz referência apenas a dois elementos naturais. Que elementos são esses? Como eles estão caracterizados?_________________________________________________________________________________

 

Releia o segundo parágrafo do texto para responder à questão seguinte:

3)  O narrador refere-se de maneira indireta a dois complementos do vestuário utilizados pelas lavadeiras nos dias de trabalho. Que elementos são esses?­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

Releia o terceiro parágrafo do texto para responder às questões seguintes:

4) Nesse parágrafo, o narrador acrescenta informações que demonstram que o lazer dos trabalhadores não se resumia a descansar e ir à taverna. Que informações são essas?

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5) Apesar de o autor enfatizar a alegria e a agitação da cena matinal do cortiço, o clima que predomina nesse parágrafo é diferente. Explique.

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Releia o último parágrafo para responder às questões seguintes:

6) Há, nesse parágrafo, uma comparação entre o comportamento de uma personagem e o de um animal. Qual é a característica que se compara?

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7) Que características dos trabalhadores é destacada nesse parágrafo?

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8) Leia fragmento do romance O cortiço (1890), de Aluísio Azevedo  para responder as questões :

O cortiço

Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo. Homens e mulheres corriam de cá para lá com os tarecos ao ombro, numa balbúrdia de doidos. O pátio e a rua enchiam-se agora de camas velhas e colchões espocados. Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero. Da casa do Barão saíam clamores apopléticos; ouviam-se os guinchos de Zulmira que se espolinhava com um ataque. E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas. Os sinos da vizinhança começaram a badalar.E tudo era um clamor.A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. Estava horrível; nunca fora tão bruxa. O seu moreno trigueiro, de cabocla velha, reluzia que nem metal em brasa; a sua crina preta, desgrenhada, escorrida e abundante como as das éguas selvagens, dava-lhe um caráter fantástico de fúria saída do inferno. E ela ria-se, ébria de satisfação, sem sentir as queimaduras e as feridas, vitoriosa no meio daquela orgia de fogo, com que ultimamente vivia a sonhar em segredo a sua alma extravagante de maluca. Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada, que abateu rapidamente, sepultando a louca num montão de brasas. (Aluísio Azevedo. O cortiço)

 

A) (UNIFESP) Em O cortiço, o caráter naturalista da obra faz com que o narrador se posicione em terceira pessoa, onisciente e onipresente ( narrador observador), preocupado em oferecer uma visão crítico-analítica dos fatos. A sugestão de que o narrador é testemunha pessoal e muito próxima dos acontecimentos narrados aparece de modo mais direto e explícito em:

a) Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo.
b) Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas.
c) Da casa do Barão saíam clamores apopléticos…
d) A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa.
e) Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada…

B)  (UNIFESP) O caráter naturalista nessa obra de Aluísio Azevedo oferece, de maneira figurada, um retrato de nosso país, no final do século XIX. Põe em evidência a competição dos mais fortes, entre si, e estes, esmagando as camadas de baixo, compostas de brancos pobres, mestiços e escravos africanos. No ambiente de degradação de um cortiço, o autor expõe um quadro tenso de misérias materiais e humanas. No fragmento, há várias outras características do Naturalismo. Aponte a alternativa em que as duas características apresentadas são corretas:

a) Exploração do comportamento anormal e dos instintos baixos; enfoque da vida e dos fatos sociais contemporâneos ao escritor.
b) Visão subjetivista dada pelo foco narrativo; tensão conflitiva entre o ser humano e o meio ambiente.
c) Preferência pelos temas do passado, propiciando uma visão objetiva dos fatos; crítica aos valores burgueses e predileção pelos mais pobres.
d) A onisciência do narrador imprime-lhe o papel de criador, e se confunde com a ideia de Deus; utilização de preciosismos vocabulares, para enfatizar o distanciamento entre a enunciação e os fatos enunciados.
e) Exploração de um tema em que o ser humano é aviltado pelo mais forte; predominância de elementos anticientíficos, para ajustar a narração ao ambiente degradante dos personagens.

b. (UNIFESP) Releia o fragmento de O cortiço, com especial atenção aos dois trechos a seguir:

Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero.
 (…)
E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas.

No fragmento, rico em efeitos descritivos e soluções literárias que configuram imagens plásticas no espírito do leitor, Aluísio Azevedo apresenta características psicológicas de comportamento comunitário. Aponte a alternativa que explicita o que os dois trechos têm em comum:

C) A Preocupação de um em relação à tragédia do outro, no primeiro trecho, e preocupação de poucos em relação à tragédia comum, no segundo trecho.
b) Desprezo de uns pelos outros, no primeiro trecho, e desprezo de todos por si próprios, no segundo trecho.
c) Angústia de um não poder ajudar o outro, no primeiro trecho, e angústia de não se conhecer o outro, por quem se é ajudado, no segundo trecho.
d) Desespero que se expressa por murmúrios, no primeiro trecho, e desespero que se expressa por apatia, no segundo trecho.
e) Anonimato da confusão e do “salve-se quem puder”, no primeiro trecho, e anonimato da cooperação e do “todos por todos”, no segundo trecho.··.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                 Bom Teste!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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Publicado por em 17 de outubro de 2011 em Sem categoria

 

TÉCNICAS DE REDAÇÃO

TÉCNICAS DE REDAÇÃO

Faça letra legível:
Você acha que alguém vai tentar decifrar sua redação, tendo outras 700 para corrigir?

Ordenação das Idéias:
A falta de ordenação de idéias gera um texto sem encadeamento e, às vezes, incompreensível, partindo de uma idéia para outra sem critério, sem ligação.

Coerência:
Você não deve apresentar um argumento e contradizê-lo mais adiante.

Coesão:
A redundância denuncia a falta de coesão. Não dê voltas num assunto, sem acrescentar dados novos.
Isso é típico de quem não tem informações suficientes para compor o texto.

Inadequação:
Não fuja ao tema proposto, escolhendo outro argumento com o qual tenha maior afinidade.
O distanciamento do assunto pode custar pontos importantes na avaliação.

Estrutura dos Parágrafos:
Separe o texto em parágrafos. Sem a definição de uma idéia em cada parágrafo, a redação fica mal estruturada. Não corte a idéia em um parágrafo para concluí-la no seguinte. Não deixe o pensamento sem conclusão.

Estrutura das Frases:
•Faça a concordância correta dos tempos verbais;
•Não fragmente a frase, separando o sujeito do predicado;
•Flexione corretamente os verbos quando for usar o gerúndio ou o particípio.

Conselhos úteis:
•Evite a repetições de sons, que é deselegante na prosa;
•Evite a repetições de palavras, que denota falta de vocabulário;
•Evite a repetição de idéias, que demonstra falta de conhecimento geral;
•Evite o exagero de conectivos (conjunções e pronomes relativos) para evitar a repetição e para não alongar períodos;
•Evite o emprego de verbos genéricos, tais como dar, fazer, ser e ter;
•Evite o uso exagerado de palavras e expressões do tipo: problema, coisa, negócio, principalmente, devido a, através de, em nível de, sob um ponto de vista, tendo em vista etc;
•Evite os coloquialismos: só que, daí, aí etc;
•Cuidado com o emprego ambíguo dos pronomes: seu, seus, sua, suas;
•Cuidado com as generalizações: sempre, nunca, todo mundo, ninguém;
•Seja específico: utilize argumentos concretos, fatos importantes;
•Não faça afirmações levianas, como: todo político é corrupto;
•Não use expressões populares e cristalizadas pelo uso, como: a união faz a força;
•Não use palavras estrangeiras nem gírias, como: deletar, tipo assim;
•Observe a pontuação;
•Cuidado com o uso de conjunções:
. mas, porém, contudo são adversativas, indicam fatores contrários;
. portanto, logo são conclusivas;
. pois é explicativa e não causal;
•Não escreva períodos muito curtos nem muito longos;
•Não use a palavra eu nem a palavra você e evite a palavra nós: a dissertação deve ser impessoal; não se dirija ao examinador como se estivesse conversando com ele;
•Não deixe parágrafos soltos: faça uma ligação entre eles, pois a ausência de elementos coesivos entre orações, períodos e parágrafos é erro grave.

ANGELA Mª N SAMORA Prof.ª PORTUGUÊS 3º ANO MATUTINO

 
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Publicado por em 5 de julho de 2011 em Sem categoria

 

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS

Declaração Universal dos Direitos dos Animais    ( AULA COMPREENSÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS E ARTE – Professora Margareth Costa Campos

1 – Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

2 – Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.
3 – Nenhum animal deve ser maltratado.
4 – Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.
5 – O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.
6 – Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.
7 – Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.
8 – A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimescontra os animais.
9 – Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.
10 – O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

Preâmbulo:

Considerando que todo o animal possui direitos;

Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;

Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;

Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;

Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;

Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais,

Proclama-se o seguinte

Artigo 1º

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º

1.Todo o animal tem o direito a ser respeitado.

2.O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais

3.Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.

Artigo 3º

1.Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis. 2.Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

Artigo 4º

1.Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.

2.toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º

1.Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.

2.Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.

Artigo 6º

1.Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.

2.O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

Artigo 7º

Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º

1.A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.

2.As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º

Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.

Artigo 10º

1.Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.

2.As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º

Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.

Artigo 12º

1.Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.

2.A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º

1.O animal morto deve de ser tratado com respeito.

2.As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.

Artigo 14º

1.Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.

2.Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.

 
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Publicado por em 16 de junho de 2011 em Sem categoria

 

LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS : ( PROTEÇÃO AOS ANIMAIS)

“A relação do ser humano com os animais sempre foi regida pela noção de domínio. Acostumado à idéia de legitimidade da exploração dos animais e da natureza, o homem tem agido, muitas vezes, com arbitrariedade, torpeza e irresponsabilidade.” O homem ao maltratar, explorar e matar animais desenvolve  e amplia a violência no mundo, devastando a natureza, traficando animais, exterminando espécies ….e causando sofrimento desnecessário a seres sencientes indefesos que possuem o DIREITO DE VIVER DIGNAMENTE como todo ser humano. Entender a COMPAIXÃO, O RESPEITO AOS VALORES  necessários para a formação de uma sociedade mais justa para todos, menos violenta e cruel é tarefa de todos, e a educação deve fazer a sua parte mesmo com as dificuldades e a incompreensão de muitos …. os educadores conscientes  continuarão o seu trabalho na esperança de contribuir por UM MUNDO MELHOR.

Textos, pesquisas, cinema, teatro, trabalhos escolares  são algumas das atividades desenvolvida nas aulas de português e Artes da professora; Margareth Costa Campos Vejamos alguns:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TEXTO; COMO VOCE PODE ?

Quando era um filhote, eu o distraia com minhas travessuras e o fazia rir.

Você me chamava de sua criança e, apesar de um certo número de sapatos mascados e um par de almofadas destruídas, eu me tornei sua melhor amiga.

Sempre que eu fazia algo errado, você chacoalhava seu dedo para mim e dizia: “Como você pôde” – mas depois você se arrependia e me rolava no chão para me coçar a barriga.

Meu treinamento demorou um pouco mais do que o esperado porque você estava ocupado demais, mas, juntos, nós conseguimos dar um jeito…

Eu me lembro daquelas noites em que me aninhava a você na cama e ouvia suas confidências e sonhos secretos – e acreditava que a vida não poderia ser mais perfeita.

A gente fazia longos passeios e corridas no parque, andava de carro, e parava para um sorvete (eu ganhava só a casquinha porque “sorvete não faz bem para cães” você dizia) e eu tirava longos cochilos ao sol enquanto aguardava sua volta para casa ao final do dia.

Aos poucos você passou a gastar mais tempo no trabalho e com sua carreira e levava mais tempo procurando por uma companheira humana.

Eu esperei por você pacientemente, confortei-o em suas mágoas e desilusões, nunca o repreendi por suas escolhas ruins, e vibrei de alegria nas suas vindas para casa e quando você se apaixonou…

Ela, agora sua esposa, não é uma “apreciadora de cães” – ainda assim eu a recebi em nossa casa, tentei mostrar-lhe afeição, e a obedeci. Sentia-me feliz porque você estava feliz.

Então vieram os bebês humanos e eu reparti com você o entusiasmo. Eu estava fascinada por seus tons rosados, seu cheiro, e queria muito cuidar deles também. Mas ela e você tinham medo de que eu pudesse machucá-los, e eu passei a maior parte do tempo sendo banida para outra sala, ou para a casinha de cachorro..

Oh, como eu queria tê-los amado, mas eu me tornei uma “prisioneira do amor.”

À medida que foram crescendo, me tornei amiga deles. Eles se agarravam ao meu pêlo e se levantavam sobre perninhas trôpegas, enfiavam os dedos em meus olhos, examinavam minhas orelhas, e davam beijos em meu nariz. Eu adorava tudo isso, e o toque de suas mãozinhas – porque o seu toque agora era tão raro – e eu os teria defendido com minha própria vida, se fosse preciso.

Eu me esgueirava para suas camas e escutava suas inquietações e sonhos secretos, e juntos esperávamos pelo barulho de seu carro no caminho.

Houve um tempo, quando alguém perguntava se você tinha cachorro, em que você tirava uma foto minha de sua carteira e contava histórias sobre mim. Nos últimos anos você apenas respondia “sim” e mudava de assunto.

Eu passei de “seu cão” para “apenas um cachorro” e você reclamava de cada gasto que tinha comigo.

Agora você tem uma nova oportunidade de carreira em outra cidade , e vocês irão se mudar para um apartamento onde não permitem animais. Você tomou a decisão acertada para sua “família”, mas houve um tempo em que eu era sua única família.

Fiquei excitada com o passeio de carro até que chegamos ao abrigo de animais. O local tinha cheiro de gatos e cães, de medo, de desesperança. Você preencheu a papelada e disse “Sei que vocês encontrarão um bom lar para ela”… Eles deram de ombros e lançaram a você um olhar compadecido. Eles compreendem a realidade que espera um cão de meia idade, mesmo um com “papéis”.

Você teve que desgarrar os dedos de seu filho de minha coleira enquanto ele gritava “Não, papai! Por favor, não deixe que levem meu cão!”. E eu me preocupei por ele, e com a lição que você tinha acabado de lhe dar sobre amizade e lealdade, sobre amor e responsabilidade, e sobre respeito por todo tipo de vida.

Você deu um afago de adeus em minha cabeça, evitou meu olhar e, polidamente, recusou levar minha coleira e guia com você. Você tinha um tempo-limite para encarar e agora eu também tenho um.

Depois que você partiu as duas simpáticas senhoras que o atenderam comentaram que você provavelmente soube meses atrás da mudança que ocorreria e não fez nenhuma tentativa de encontrar um novo lar para mim.

Elas sacudiram a cabeça e disseram “Como você pôde?”.

Elas são tão atenciosas para nós aqui no abrigo quanto seus ocupados horários permitem. Elas nos alimentam, é claro, mas eu perdi meu apetite dias atrás. De início, sempre que alguém passava pelo meu alojamento, eu corria para a frente, na esperança de que fosse você – que você tivesse mudado de idéia – que isto fosse tudo um sonho mau…. ou eu esperava que ao menos fosse alguém que se importasse, alguém que pudesse me salvar.

Quando percebi que não poderia competir com os alegres filhotes, inconscientes de seus próprios destinos, nas brincadeiras para chamar atenção, afastei-me para um canto distante, e aguardei.

Ouvi seus passos quando ela veio até mim ao final do dia, e a segui ao longo do corredor para uma sala separada. Uma sala deliciosamente silenciosa. Ela me colocou sobre a mesa, acariciou minhas orelhas, e disse-me para eu não me preocupar. Meu coração se acelerou na expectativa do que estava para vir, mas havia também uma sensação de alívio. A prisioneira do amor havia esgotado seus dias.

Como é de minha natureza, estava mais preocupada com ela. O fardo que ela carrega é demasiado pesado, e eu sei disso, da mesma maneira que conhecia cada um de seus humores. Ela gentilmente colocou um torniquete em volta de minha perna dianteira, enquanto uma lágrima corria por sua face. Lambi sua mão do mesmo modo como costumava fazer para confortar você há tantos anos.

Ela habilmente espetou a agulha hipodérmica em minha veia. Quando senti a picada e o líquido frio se espalhou através de meu corpo, deitei a cabeça sonolenta, olhei dentro de seus olhos gentis e murmurei “Como você pôde?”.

Talvez por ter entendido meu linguajar canino, ela disse “Sinto tanto!”, abraçou-me e apressadamente explicou que era seu trabalho fazer com que eu fosse para um lugar melhor onde não seria ignorada, ou maltratada ou abandonada, nem ter que me virar para sobreviver – um lugar de amor e luz, tão diferente deste lugar terrestre.

E com minha última gota de energia tentei transmitir -lhe com uma sacudidela de minha cauda que meu “Como você pôde?” não era dirigido a ela.

Era em você, Meu Amado Dono, que eu estava pensando. Pensarei em você e esperarei por você eternamente.

Possa alguém em sua vida continuar a demonstrar-lhe tanta lealdade.

Autoria: Jim Willis – Tradução: Cida Lellis

 
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Publicado por em 16 de junho de 2011 em Sem categoria

 

Filme Orgulho e Preconceito

 

Orgulho e Preconceito

Título original: (Pride & Prejudice)

Lançamento: 2005 (França, EUA, Inglaterra)

Direção: Joe Wright

Atores: Keira Knightley, Talulah Riley, Rosamund Pike, Carey Mulligan.

Duração: 127 min

Gênero: Romance

Sinopse

Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet – Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) – foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.

 
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Publicado por em 26 de abril de 2011 em Sem categoria

 

Filme:”As dez coisas que odeio em você”

Filme:”As dez coisas que odeio em você”

(10 Things I Hate About You, 1999)

• Direção: Gil Junger
• Roteiro: William Shakespeare (peça)Kirsten Smith (escrito por)Karen McCullah Lutz (escrito por)
• Gênero: Comédia/Romance
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 97 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Sinopse: Bianca está apaixonada por Joey, o playboy da escola em que estuda. Mas o pai da menina só permite que ela namore caso Kat, a irmã mais velha, se comprometa primeiro com alguém. Eis que Cameron se enamora por Bianca, e decide por um plano em ação contratando Patrick Verona, o mal encarado da escola, para que namore Kat e deixe o caminho de Bianca livre para ele. Adaptação de ‘A Megera Domada’, peça de William Shakespeare, para os dias atuais.

Vamos assistir:beijos Drika

 
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Publicado por em 18 de março de 2011 em Sem categoria

 

DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO – Angela

ATIVIDADE PARA O 1º ANO
Trabalho de Gramática: conotação e denotação
1) Leia atentamente os textos abaixo e indique D quando prevalecer a denotação e C quando prevalecer a conotação:
a) ( ) “O ano de 1948, em Pernambuco, foi marcado por um processo revolucionário, liderado por um Partido Liberal radical.”
b) ( ) “Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois – Recife das revoluções libertárias – Mas o Recife sem história nem literatura – Recife sem mais nada – Recife da minha infância”
c) ( ) “ depois de analisar os prontuários de 964 pessoas operadas Np Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, o médico Cláudio Moura Lacerda de Melo, 31 anos, concluiu que seus colegas exageraram na requisição de exames radiológicos e de laboratório, ao mesmo tempo em que dão pouca atenção ao exame direto do paciente e a uma conversa com ele sobre o seu histórico de saúde”.
d) ( ) “Em todo triângulo, o quadrado de qualquer lado é igual a soma dos quadrados dos outros dois, menos o duplo produto destes dois lados pelo co- seno do ângulo que eles formam.
e) ( )“ A ciência que se constituiu em torno dos fatos da língua passou por três fases sucessivas antes de reconhecer seu verdadeiro e único objeto’’
f) ( ) “Tantas palavras / Que eu conhecia / E já não falo mais, jamais/ Quantas palavras/ Que ela adorava/ Saíram de cartaz”
g) ( ) “ Abriu os olhos devagar. Os olhos vindos de sua própria escuridão nada viram na desmaiada luz da tarde. Ficou respirando. Aos poucos recomeçou a enxergar, após poucos as formas foram se solidificando, ela cansada, esmagada pela doçura de um cansaço”
h) ( ) “Na literatura brasileira de hoje, talvez seja o conto o gênero de maior destaque, em termos de vigor e criatividade”.
2) Leia as frases ( FUVEST- SP)
a) Uma andorinha só não faz verão
b) Nem tudo que reluz é ouro
c) Quem semeia ventos, colhe tempestades
d) Quem não tem cão caça com gato.

As ideias centrais dos provérbios acima são, na ordem (marque um X na opção correta):
a)solidariedade- aparência- vingança- dissimulação.
b)cooperação – aparência- punição- adaptação.
c)egoísmo- ambição- vingança- falsificação.
d)cooperação – ambição – conseqüência- dissimulação
e)solidão – prudência- punição – adaptação.
3. No conto A hora e a vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa, o protagonista é um homem rude e cruel, que sofre violenta surra de capangas inimigos e é abandonado como morto, num brejo. Recolhido por um casal de matutos, Matraga passa por um lento e doloroso processo de recuperação, em meio ao qual recebe a visita de um padre, com quem estabelece o seguinte diálogo:

“- Mas, será que Deus vai ter pena de mim, com tanta ruindade que fiz, e tendo nas costas tanto pecado mortal?
- Tem, meu filho. Deus mede a espora pela rédea, e não tira o estribo do pé de arrependido nenhum… (…) Sua vida foi entortada no verde, mas não fique triste, de modo nenhum, porque a tristeza é aboio de chamar demônio, e o Reino do Céu, que é o que vale, ninguém tira de sua algibeira, desde que você esteja com a graça de Deus, que ele não regateia a nenhum coração contrito.”

a) A linguagem figurada amplamente empregada pelo padre é adequada ao seu interlocutor? Justifique sua resposta.
______________________________________________________________________

b) Transcreva uma frase do texto que tenha sentido equivalente ao da frase ‘não regateia a nenhum coração contrito’.
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

4-DENOTATIVO (1), ou CONOTATIVO (2):
( ) Meu pai é meu espelho
( ) Quebrei o espelho do banheiro
( ) Essa menina tem um coração de ouro.
( ) A Praça da Sé fica no coração de São Paulo.
( ) Fez um transplante de coração.
( ) Você é mesmo mau: tem um coração de pedra.
( ) Para vencer a guerra era preciso alcançar o coração do país.
( ) Completou vinte primaveras.
( ) Na primavera os campos florescem.
( ) O leão procurou o gerente da Metro.
( ) O metro é uma unidade de comprimento.
( ) Estava tudo em pé de guerra.
( ) Ela estava com os pés inchados.
( ) É órfão de afeto.
( ) Muito cedo ele ficou órfão de pai.
( ) Caíram da escada.
( ) O leão caiu num sono profundo.
( ) Feriu-se na boca.
( ) Vem o Flamengo apontando a boca do túnel.
( ) O alpinista conseguiu escalar a montanha.
( ) Ela disse uma montanha de absurdos.
( ) Este cavalo venceu a corrida.
( ) Você foi um cavalo durante a partida.
( ) Nosso goleiro engoliu um frango naquele jogo.
( ) Correu muito, mas não apanhou o frango carijó.
( ) A tempestade já conspirava no ar.
( ) Os cascos do animal tiravam fogo dos seixos do caminho.
( ) O pescador vinha chegando.
( ) O chão era uma confusão desolada de galhos.
( ) A casa estava no meio de um vale que o sol beijava.
( ) A varanda corria ao longo da face norte da casa.
( ) Havia outros cães.

5- Assinale o item em que não há possibilidade de ocorrer leitura ambígua.
( ) Deixe o cigarro correndo.
( ) Vendo carne aos fregueses sem pelanca.
( ) Meias para mulheres pretas
( ) Camas para crianças de ferro.
( ) NDA

6- Nos pares de frases abaixo, apenas num dos itens temos o mesmo sentido:
( ) Exigir de Pedro o livro / Exigir o livro de Pedro.
( ) Olha isso aí / Olha isto aqui.
( ) Quem mata as matas / As matas, quem as mata?
( ) Os jogadores de futebol viram feras no Zoo / Os jogadores de futebol viram feras no jogo.
( ) NDA

 
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Publicado por em 17 de março de 2011 em Sem categoria

 

Atividades para o 2º ano

                            Monte Castelo                         

                                                (Legião Urbana)

                                                                       Composição: Renato Russo (recortes do Apóstolo Paulo e de Camões).  

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.

Síntese: O amor é o tema mais frequente de toda a história da literatura.Para expressar o amor o ser humano utiliza das diversas linguagens que criou.Um dos componentes da linguagem é o símbolo .O coração é o grande símbolo do amor  por representar o centro das emoções.

TEXTO  1

Amar

              (Carlos Drumond de Andrade)

Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

1) No texto desmente-se a idéia de “amor eterno”,mas não a da eterna necessidade de amar.Que metáfora da última estrofe justifica essa afirmativa?

2)No conterxto do poema,a expressão “olhos vidrados” remete a idéia de tranquilidade ou de êxtase?

3) “…amar o inóspido…”Quais os exemplos de coisas inóspidas que o poeta enumera?

4)Como você entende a expressão “amor sem conta”?

5)Na sua opinião ,em que situações do cotidiano formulamos perguntas para as quais não esperamos respostas?

  

               TEXTO 2                            

                                    Soneto de Fidelidade

                                                                           (Vinicius de Moraes)  

 
 

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamentoE assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem amaEu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

 

 

 1)”Eu possa me dizer do amor (que tive) “-porque o poeta teria usado os parênteses nesse verso?

2)  Seria correto afirmar que o poeta acredita no amor eterno por uma única pessoa ? Justifique sua resposta comentando o título do poema.

3)” Quero vivê-lo em cada vão momento”.O termo sublinhado significa “vazio”,”insignificante”,”oco”,”falso”,”inútil”.Considerando isso,explique como você entendeu o verso.

                                                                    ATENÇÃO!

NOSSA PRÓXIMA ATIVIDADE SERÁ ASSISTIR AO FILME: “shakespeare apaixonado”   beijos:Drika

          Informações do Filme
Título Original: Shakespeare in Love
Gênero: Drama, Romance
Tempo de Duração: 124 min
Ano de Lançamento: 1998

                                        Sinopse do filme

O jovem astro do teatro londrino William Shakespeare (Joseph Fiennes) sofre de bloqueio criativo e não consegue escrever sua peça. Um dia, ele conhece Viola De Lesseps (Gwyneth Paltrow), uma jovem que sonha em atuar, algo proibitivo no final do século XVI. Para burlar o preconceito e ter sua chance, Viola se disfarça de homem e começa a ensaiar o texto de Will, que começou a fluir e passou a dar vazão ao amor entre os dois. O que eles não contavam era com o casamento arranjado pela família entre Viola e Lorde Wessex (Colin Firth).

  

  

  

 
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Publicado por em 20 de fevereiro de 2011 em Sem categoria

 

Bem Vindos!

Oi alunos

Estamos de volta! Espero que tenham curtido bem as férias.Nosso projeto contiuna com força total.Estamos organizando e preparando muitas novidades na escola onnline.

Um beijo e sejam bem vindos de volta!

Profªas de Lingua Portuguesa

Drika                        Érica                     Margaret                 Leila

Angela                    Flávia                      Gislani

 
2 Comments

Publicado por em 18 de fevereiro de 2011 em Sem categoria

 

Olá, mundo!

Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!

 
1 Comment

Publicado por em 2 de fevereiro de 2011 em Sem categoria

 
 
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